O papel dos serviços de aconselhamento na tomada de decisões dos agricultores sobre a aceitação da inovação tecnológica (robots de ordenha) na Noruega

Noruega, Trøndelag

Região

A região de Trøndelag é uma das mais importantes para a produção de gado e leite na Noruega (cerca de 20% da produção total de leite na Noruega é produzida na região).

Mapa da região

Trøndelag foi escolhido como foco deste estudo de caso porque foi a primeira região da Noruega em que os agricultores começaram a implementar a nova tecnologia de “robots de ordenha”. Tais robots tornaram-se agora uma tecnologia bem estabelecida e quase 50% de todos os produtores de leite noruegueses implementaram a tecnologia durante os últimos 10 a 20 anos.

Foco do estudo

A introdução de robots de ordenha é um dos mais importantes desenvolvimentos tecnológicos na agricultura norueguesa. A instalação de um sistema de robots de ordenha requer muitas vezes mais do que apenas o robot em si, mas também a construção ou modificação de um estábulo que inclui alojamento para as vacas, equipamento de alimentação, dispositivos de monitorização e instalações de limpeza mecanizada.

Os robots de ordenha contribuem para o aumento da eficiência, produtividade e rentabilidade da produção leiteira. Também proporcionam um ambiente de trabalho mais flexível para os produtores de leite e as suas famílias.

O relatório completo (em inglês) pode ser consultado aqui


Parceiro e pessoa responsável de contacto

Ruralis – Instituto de Investigação Rural e Regional

Gunn-Turid Kvam, gunn.turid.kvam@ruralis.no


Lições aprendidas

  1. A política agrícola na Noruega tem encorajado e estimulado os agricultores a aumentar a produção através do investimento em novas tecnologias, tais como robots de ordenha.
  2. A disponibilidade de aconselhamento sobre robots de ordenha mudou ao longo do tempo. No início, o aconselhamento só estava disponível junto dos fornecedores. Agora as fontes de aconselhamento são muito diversas, incluindo os técnicos de aconselhamento agrícola tradicionais, as cooperativas de agricultores, bancos e empresas de contabilidade – bem como outros agricultores.
  3. Nos casos em que os agricultores optaram por não implementar robots de ordenha, tal não se deve a falta de aconselhamento, mas principalmente à incerteza financeira e aos recursos limitados.